Soneto, de Mário Faustino

Necessito de um ser, um ser humano

Que me envolva de ser

Contra o não ser universal, arcano

Impossível de ler

 

À luz da lua que ressarce o dano

Cruel de adormecer

A sós, à noite, ao pé do desumano

Desejo de morrer.

 

Necessito de um ser, de seu abraço

Escuro e palpitante

Necessito de um ser dormente e lasso

 

Contra meu ser arfante:

Necessito de um ser sendo ao meu lado

Um ser profundo e aberto, um ser amado.

 

Poesia de Mário Faustino.

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