Sinergia e Equipes Criativas, por Adriano Abreu

Sinergia acontece quando elementos diferentes juntam -se potencializando características positivas de cada um dos elementos e, suprem ausências, dificuldades e carências individuais.

Durante toda jornada é necessário mantermos a sinergia nos grupos dedicados a arte coletiva.
Isso não é tarefa fácil, surgem conflitos, cansaço, mágoas e dubiedades…
A equipe criativa não é uma família, muitas vezes, tal afirmação só serve para esconder diferenças e fortalecer hipocrisias.
O grupo de teatro deve ser o local de acolhimento, é bem verdade, todavia, jamais pode substituir afetos individuais ou familiares, não raro, essas coisas coincidem, trabalho e família no teatro são bem recorrentes, ainda assim, as relações que devem prevalecer são motivadas pela criação, essa é a força motriz dos grupos de invenção e investigação estética.
A base de sustentação do coletivo, no que refere-se a convivência entre seus membros é, basicamente, um tripé: respeito as diferenças individuais, prevalência dos interesses coletivos em relação ao indivíduo(a equação dessas duas primeiras questões pode parecer paradoxal, mas não é) e, acima de tudo, extrema confiabilidade na ação entre os agentes.
Porém, apesar desses parâmetros, nunca podemos perder de vista a noção do grupo como território de proteção de seus componentes, a consciência individual desse “lugar protetivo” sedimenta o trabalho.
Além disso, outros paradigmas como: liderança servidora, empatia, disciplina, objetivos unificadores, honestidade, diminuição das dubiedades e fé no futuro otimizam a missão do grupo.
Evidentemente, precisaríamos de mais que esse texto para elucidação desses princípios complementares.

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