Medo, de Herberth Dutra Costa

De estar preso
Na prisão dos meus medos
De buscar os vazios
De estar entre trilhos
De cortesias vãs
De pessoas insanas
De gente mundana
De parasitas sob uma pele bonita.
De insensatos que ferem
De mentes arteiras
De favores trocados
De ceder aos desejos
De toques explorados
Tenho medo de verdades mentirosas
Medo da tua escuridão
Medo de ser igual a minha.
Medo do medo
Medo de ter medo
Medo do falso
Medo do implícito, do que não foi dito.
Medo do meu espelho

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