A pintura inspirada na ancestralidade produzida pela artista Mika

A artista visual Mikaelly Raielly, mais conhecida como Mika, é natural de Teresina-PI, é artista visual formada em Artes Visuais na Universidade Federal do Piauí. É arte educadora formada pela Universidade Federal do Piauí. Já participou de exposições coletivas entre Teresina e Fortaleza. A artista começou a trabalhar como ilustradora freelance no final da graduação, desde então ela atua como artista visual na cidade. Participou das exposições coletivas: “Raiz” (2018);  “Confusão” (20180; “Grafismos Étnicos-Urbanos” (2018); “II Exposição Expressões de Gênero” (2018); “Prêmio de Criação em Artes Visuais” (2018); “Mapa imaginário com a instalação coletiva homônima” (2018); “EXPO ORTO” (2018); “Eu, oca” (2019); “Semana dos Museus” (2019) e “Pensamentos do coração” (2019). Tem publicações na Revista Acrobata e no livro “Narrativas Negras: Biografias ilustradas de mulheres pretas brasileiras”. Além disso, já ministrou oficinas como “Imagem e desenho: ilustração e escrita imersiva” (2018) e “Narrativas Orgânicas: pintando o feminino” (2019).

“Hoje a arte tem representado pra mim uma forma de conexão entre passado e presente, uma forma de pensar a estória por outras vozes e faces, com outros protagonismos e temas ligados a memória do povo negro e a cultura popular, diferente da história colonizadora.” Mika

Nome Completo: Mikaelly Raielly Silva Sampaio

Descrição: Artista Visual

Data de Nascimento: 26/12/1994

Local de Nascimento: Teresina- PI

Escrito por: Alisson Carvalho

O olhar na aquarela

Mika cresceu já com os olhos voltados para as artes, tanto que desde criança ela já começava a perceber elementos que ficariam guardados da memória e que seriam as suas primeiras como as ilustrações dos livros que geralmente tinham artes pintadas com aquarela. A literatura foi, portanto, uma das primeiras expressões artísticas experimentadas pela artista, quando ainda nem se imaginava atuando na área. Desse período, Mika rememora com carinho das ilustrações dos livros da Clarice Lispector. A artista conta que não teve educação artística na escola, por isso só pode experimentar as artes posteriormente, especificamente na adolescência, quando buscou por conta própria formas de se expressar artisticamente. Mika teve contato com as artes, agora como criadora e não somente como apreciadora, pois ela não teve disciplina de artes no ambiente escolar.

 A vivência artística

Foi frequentando o Teatro João Paulo II localizado no bairro Dirceu, que Mika começou a adentrar no meio artístico, nesse momento ela conta que o espaço era atravessado pelo incentivo das artes contemporâneas que promoviam muitos diálogos não só com artistas brasileiros, mas também com artistas de outros países e isso movimentava de forma intensa a cena cultural do Dirceu e adjacências. Foi no teatro que ela começou as aulas de dança contemporânea e de teatro, além de assistir aos espetáculos e se jogar nas vivências artísticas. Isso foi importante para que ela conhecesse grupos como Proposta, Cajuína e Grupo de Teatro do São João que a acolheram e permitiram que ela experimentasse o sabor de subir no palco.

A vivência acadêmica

Mika ingressa na graduação de Artes Visuais na Universidade Federal do Piauí e começa a ter contato não só com teorias, mas conhecimentos práticos. Pela proximidade com o curso de música ela também acabou experimentando muito da multidisciplinaridade que a vivência acadêmica permite. Além disso, foi na graduação que ela também descobriu técnicas diversificadas, além de dialogar com profissionais dos mais variados estilos e características. A universidade foi sua porta de entrada nas artes visuais e foi também o momento que ela começou a expor o seu trabalho nas galerias de arte e espaços para exposição que a própria instituição dispunha. Depois disso ela se jogou nos eventos da cidade, fora do espaço acadêmico, como eventos organizados pelo Salve Rainha” e pelo Balde.

“Tenho baseado meu processo criativo nos últimos tempos partindo da oralidade e da escuta como fio condutor.” Mika

Os ensinamentos ancestrais das raízes

Já perto de concluir o curso de Artes Visuais, Mika começa a trabalhar como ilustradora freelance, momento que marca a sua atuação como artista visual na cidade. Ela tem uma pesquisa focada na busca por ancestralidade que se dá por meio de narrativas, seja da memória familiar ou de seus estudos sobre afrobrasilidade. E os elementos fruto dessa pesquisa acaba se expressando nos seus desenhos, bordados, colagem têxtil e instalação. No ano de 2018 Mika é selecionada para participar do Prêmio de Criação em Artes Visuais (Galeria Mezzanino Mercado Velho de Teresina- PI) com a instalação “Plantas da Memória”. Mika tenta apreender de várias expressões artísticas um pouco das inspirações para as suas composições e as suas maiores referências nas artes são: Rosana Paulino, Ianah, David de Jesus do Nascimento, Castiel Vitorino Brasileiro, Grada Kilomba, Mô Maie e Natalia Cipriano.

“a possibilidade da vida através do útero
que se cura pela casca
as cascas tem curado as minhas mães há
gerações
por isto estou aqui
por isso eu saúdo as que vieram antes de
mim”

Os pigmentos da casca

“Hoje a arte tem representado pra mim uma forma de conexão entre passado e presente, uma forma de pensar a estória por outras vozes e faces, com outros protagonismos e temas ligados a memória do povo negro e a cultura popular, diferente da história colonizadora”, diz. Segundo Mika, o seu processo de criação tem se alinhado cada vez mais com a sua pesquisa, portanto a sua inspiração e criatividade pega como elemento a oralidade e a escuta como sendo o fio condutor para os seus trabalhos.

Contatos

Instagram.com/inraizada/

Instagram.com/mika_raiz/

(86) 999203396

Inraizada.tumblr.com/

Behance.net/mikaraiz

Fotos

Exposições

MEDIAÇÃO

Mediadora na exposição “O compadre de Ogum” do artista Caribé SESC/Casa da Cultura de Teresina. 2014;

Mediadora na exposição “Raiz” no evento África Brasil SESC/UESPI. 2017;

Mediadora na exposição “2 anos de Galeria de Artes do Mercado” Galeria do Mercado Velho de Teresina (Fundação Cultural Monsenhor Chaves). 2019;

Mediadora na exposição “E de repente me deparei com uma coleção inusitada “Galeria do Mercado Velho de Teresina (Fundação Cultural Monsenhor Chaves). 2020.

CURSOS COMPLEMENTARES

Formação de Mediadores de Educação para Patrimônio. Fundação Demócrito Rocha. EAD. 2020.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

Raiz (África Brasil – UESPI) com a serie Corpo Quilombo. 2018 Confusão (Casa da Cultura de Sobral-CE). 2018;

Grafismos Étnicos-Urbanos (Museu do Piauí) com a serie Flecha Sagra- da. 2018;

II Exposição Expressões de Gênero (Multigaleria Dragão do Mar Fortaleza Ceará) Curta o Gênero com a ilustração “Nós podemos mudar a nossa história” 2018;

Prêmio de Criação em Artes Visuais (Galeria Mezzanino Mercado Velho de Teresina- PI) com a instalação Plantas da Memória. 2018;

Mapa imaginário com a instalação coletiva homônima (SESC Caixeral Parnaíba-PI) 2018;

EXPO ORTO (Galeria Montmartre Teresina-PI) com a serie Flecha Sa- grada. 2018;

Eu, oca (Casa da Cultura de Teresina -PI) com a instalação Lua Vermelha dentro do projeto do Sesc PI “Diálogos Visuais”). 2019;

Semana dos Museus (Museu de Paleontologia UFPI) com a serie Flecha Sagrada. 2019;

Pensamentos do coração (Porto Dragão Fortaleza – CE) com a obra O perigo de não se ouvir, 2019;

NarrATIVAS (Galeria Louvre Tatto) com a serie Flecha Sagrada, 2019. Voragem (Casa da Cultura de Teresina) com serie de aquarelas, 2019;

2 anos da Galeria do Mercado Velho( Galeria do Mercado Velho,Teresi- na, PI) com a instalação Plantas da Memória, 2019.

PRÊMIOS E RESIDÊNCIAS

Sesc Confluências 2017-2018;

Prêmio Residência de Criação em Artes Visuais (Fundação Cultural Monsenhor Chaves) 2018.

PALESTRAS, MESA REDONDA E ETC

Casa da Cultura de Sobral. Mesa “Portifólio de Artista”. 2018;

Museu do Piauí. Cajuína no Museu. “Processo criação para a exposição Grafismos Étnicos-Urbanos”. 2018;

Casa da Cultura de Teresina. Mesa “Processo criativo para a exposição Eu, OCA” Diálogos Visuais SESC-PI. 2019;

XXIII ENEARTE João Pessoa (PB). Mesa “Raízes da Memória: processo criativo para a instalação Plantas da Memória. 2019;

PUBLICAÇÕES

Revista “Acrobata: Literatura e Audiovisual e outros desequilíbrios 9º ed.” Ilustrações para a entrevista de Daniel Munduruku págs n° 54, 59, 60 e 63. Teresina (PI) 2018;

Livro “Narrativas Negras: Biografias ilustradas de mulheres pretas brasileiras” ilustração de Esperança Garcia página 183. Editora Voo. Belo Horizonte (MG). 2020;

OFICINAS MINISTRADAS

Imagem e desenho: ilustração e escrita imersiva. Instituto Ecoa. Sobral (CE). 2018;

Narrativas Orgânicas: pintando o feminino. Sesc (PI). 2019.

Outras fontes

https://www.uespi.br/site/?p=108488

https://www.geleiatotal.com.br/2021/02/15/mika-ilustra-capa-do-ep-nao-vao-nos-calar-de-monise-borges/

Última atualização:14/04/2021

Caso queria sugerir alguma edição ou correção, envie e-mail para geleiatotal@gmail.com.

Total
1
Shares
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas