A primeira terça-feira de março começou em grande estilo em Theatro 4 de Setembro, com a abertura da agenda especial do Mês da Mulher. O projeto Terças da Casa recebeu o grupo Alquimia Tropical, que apresentou o espetáculo “Piauí que nos une”, destacando a força das vozes femininas e a riqueza da produção musical piauiense.

O grupo é composto por Monise Borges, Maria Medeiros e Aivlis Amorim e o show foi realizado no dia 3 de março, reunindo o público em uma noite marcada por identidade cultural, sensibilidade artística e valorização de compositores locais. No repertório, canções que atravessam gerações e reforçam a importância de reconhecer a autoria piauiense.
“Eu fiquei muito pensativa com o show de ontem, porque é um show que eu acho que todo piauiense deveria viver lá de alguma forma. Deveria conhecer, sobretudo, através da Alquimia Tropical, porque eu acho as meninas excepcionais. A forma como elas organizam o show, a harmonia entre elas é realmente muito bonita”, crava Elara Moretz-Sohn.

Segundo a escritora, o show estava repleto de composições piauienses e que mereciam esse destaque. “Eu sinto que a maioria esmagadora não conhece as músicas que são produzidas aqui, ou não conhecem os compositores daqui. Por exemplo, uma música que tocou, que é uma música que todo mundo conhece na voz do Fagner, eu não fazia ideia de que era de um compositor piauiense.”
“Então, assim, pra mim, ele é um show de descobertas. Ele é um show muito revelador, porque ele revela muito a nossa cultura. Eu acho uma proposta muito massa. É uma coisa que a gente precisa ter mais, é realmente ver os nossos artistas piauienses cantando as músicas que foram compostas por piauienses.

A apresentação reforça o papel de iniciativas culturais que promovem artistas locais e ampliam o acesso do público à produção musical do estado. Com uma proposta que une pesquisa, identidade e protagonismo feminino, o espetáculo “Piauí que nos une” se consolida como uma importante vitrine da cultura piauiense contemporânea.
“Essa ação do grupo faz com que tenhamos um entendimento muito maior sobre a nossa cultura, sobre o que tem sido produzido na música. Não só antes, mas hoje também. Então, pra mim é um show que deveria ser amplamente visto.”




A programação do Mês da Mulher segue ao longo de março, com outras atividades voltadas à valorização da arte produzida por mulheres no estado.