A primeira exposição de Ithalo Furtado: “Meu nome agora é uma cidade devastada”

A exposição “Meu nome agora é uma cidade devastada” é a primeira exposição do trabalho multilinguagem de Ithalo Furtado e inspiradas nos seus dois últimos livros.  Segundo o artista, a proposta é produzir literatura em numa perspectiva transmídia, desdobrando a produção literária em artes visuais, música, fotografia e audiovisual.

Foto: Gelson Catatau

Construída com o objetivo de ambientar o visitante nos cenários das obras o resultado do trabalho foi também a produção de um curta-metragem e um clipe das músicas composta pelo artista em parceria com os compositores Aline Lessa (RJ) e Phillip Long (SP). As canções funcionam como a trilha sonora das histórias contada pela perspectiva de outra mídia.

Ithalo Furtado propõe um outro olhar para a cidade, ressignificando o espaço urbano que “acabam se tornando arquétipos passionais de quem os vivencia”. Com isso, o artista questiona a transformação da paisagem e a perda das referências alimentadas pela intensa procura pelas novidades. O contexto citadino se torna um espaço de antagonismos, contraditórios e que devasta afetividades construídas pela própria memória.

Os diferentes ambientes apresentam projeções de versos, cenários demonstrando objetos e símbolos presentes nas obras. Além disso o Ithalo está presente diariamente no espaço Escuto Histórias Escrevo Poemas, uma intervenção que expõe as cadeiras representando a relação entre a conexão existente entre os dois sujeitos da ação, quem fala e quem escuta.

Foto: Gelson Catatau

 

“A exposição é uma experiência imersiva na minha obra. O primeiro ambiente é uma casinha com versos do meu primeiro livro “Uma pedra em cada por enquanto” (2013), o segundo ambiente é uma imersão no “Dolores (e os remédios para dormir)” (2016), o terceiro ambiente é uma imersão no cenário do “Móveis Empoeirados no Peito” e o quarto ambiente é uma imersão no Escuto Histórias e transformo em poemas.” Ithalo Furtado

Ithalo Furtado faz essa experiência no Sesc e demonstra a amplitude do seu trabalho artístico que vai para além da literatura. A exposição também demonstra as possibilidades dessa instância da criação, quando o artista apresenta no espaço uma intervenção transmídias dos seus trabalhos.

Nesse sentido, para demonstrar as possibilidades criativa o artista dialoga com outros artistas que dialogam demonstrando na exposição esse trabalho. Inseridos nesse trabalho o artista cita Gelson Catatau, Monica Melo,  Valquíria Sabrina, Adriano Carvalho, Phillip Long, Ster Farache, Lua, Josi Costa, Shawene Gonçalves, Lomeu Bartô, João Marcos e Aline Lessa.

Foto: Gelson Catatau

A exposição é uma maneira de apresentar os trabalhos desenvolvidos por Ithalo Furtado que além das obras publicadas desenvolveu trabalhos no campo da música compondo com artistas da cena musical brasileira como Aline Lessa, Phillip Long e Roberta Campos. Trabalhos que foram destaque nos maiores festivais de música do pais como  FESCANPE (Festival da Canção Popular de Extrema), o Canto Místico e o FENAC (Festival Nacional da Canção).

A exposição “Meu nome agora é uma cidade devastada” ficará disponível no Sesc Avenida (localizado em Parnaíba), até o dia 28 de setembro, de segunda à sexta: pela manhã, das 08 à 12h; e pela tarde, das 14 às 16h. Já no sábado, ela pode ser visitada das 16h às 20h.

E para quem quer saber mais detalhes do trabalho no dia 13/09, às 19h, haverá um bate-papo entre a diretora, Mônica Mello, e o protagonista do curta-metragem “Dolores”, Eduardo Lins. Evento que contará com a interpretação das composições de Ithalo Furtado pelos músicos Daniel Filipe e Cami Rabelo, além da intervenção da artista  Kali Viriato no espaço de Dolores na exposição.

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