Agda Nascimento, uma artista plural e obstinada

Agda Nascimento é natural de Amarante, mas radicada em Teresina desde criança, graduada em Fisioterapia, pela UNINASSAU. Há 13 anos, a artista se dedica ao mundo da dança e, concomitantemente, também envereda pela área da música dedicando-se à flauta doce. Como flautista a artista já teve passagem pelo Projeto Música para Todos e, atualmente, integra o grupo Flauta Doce Orquestra. No ano de 2018, ela ingressa para o Balé da Cidade de Teresina. Dona de um currículo variado, Agda já foi professora, ensaiadora, assistente de direção, coreógrafa, além de atuar na coordenação do Cordão Grupo de Dança. A artista considera importante a constante atualização. Dessa forma, já fez cursos em diversas áreas, tais como: Criação de Dança (com Roberto Freitas), Dança Contemporânea Avançada (com Alison Amânico), Jazz Avançado (com Edy Wilson), dentre outros. Entre as suas passagens por festivais, destacam-se: Festival de Dança de Teresina, Festival de Dança da UFPI, JUNTA, Festival Internacional de Dança e etc. Em abril de 2019, participou do Projeto Piauí-Portugal, na cidade de Lisboa. Na ocasião, juntamente com o Cordão Grupo de Dança, representou as potencialidades do Piauí. Assim, Agda se mostra uma artista plural e incansável.

Foto: José Ailson Nascimento

“Todo mundo sabe dançar, só que a dança se desenvolve mais rápido em alguns, mas não é impossível.” Agda Nascimento

Nome Completo: Agdayana Pereira do Nascimento

Descrição: Flautista e bailarina

Data de Nascimento: 01/05/1995

Local de Nascimento: Amarante

Escrito por: Alisson Carvalho
Revisado por: Paulo Narley

Foto: Agda Nascimento

A arte que está no sangue

Agda Nascimento é filha da Ana Cláudia, uma mãe com uma ligação impar com as artes e que desde a juventude foi envolvida com grupos artísticos de Amarante, tanto que chegou a conhecer e fazer aulas com os bailarinos Luzia Amélia e Negro Val. E essas referências se enraizaram e reverberaram nas filhas, que sempre assistiram a mãe dançando e por isso Agda conta que a aprendeu a gostar da dança com a mãe. Posteriormente, em 2003, a Escola Municipal Porfírio Cordão é inaugurada e no ano seguinte ela é matriculada na escola. Em 2005, o grupo de dança é instituído, mas somente em 2006 é que Agda começa a praticar dança como atividade extracurricular. Ao ingressar na escola a aluna assistia às apresentações do grupo sem poder participar, pois era muito nova. Além disso, Agda conta como Roberto Freitas era exigente com o rendimento escolar dos alunos, para participar do grupo o aluno tinha que apresentar um boletim acima da média. Depois de perceber a importância de conciliar as atividades artísticas aos estudos foi que ela pode desfrutar da dança.

“Eu via as apresentações de dança na escola e ficava encantada querendo entrar no grupo e imaginando como seria um dia dançar lá”, relembra.

O Cordão Grupo de Dança

O Cordão Grupo de Dança é formado por ex-alunos da Escola Municipal Porfírio Cordão, localizada no bairro Renascença III. O grupo surgiu em 2005 depois de um ano de experiências com aulas de dança voltadas para o conhecimento do corpo como disciplinas da Educação Física. Dessa experiência os alunos sentiram a necessidade de aprofundar a experiência e com as demandas da escola solicitando coreografias para as datas e eventos comemorativos, o grupo começou a montar alguns trabalhos como a coreografia “Que aula é essa” que foram apresentados fora da escola como no Festival de Dança de Teresina e conquistando prêmios até se tornar espetáculos mais complexos. Segundo Agda, nascimento, o seu primeiro espetáculo no grupo foi o Entrelinhas que falava sobre o cotidiano das práticas pedagógicas. Antes de entrar no grupo ela ficava fascinada com o figurino rico dos bailarinos, algo fantástico e que só via na televisão e a emoção de entrar naquele espetáculo foi tanta que ela guarda com muito carinho a sua primeira apresentação que aconteceu no dia 27 de novembro de 2007. Segundo a bailarina, aquela estreia foi a sua primeira apresentação toda ambientada para encantar o público.

Foto: José Ailson Nascimento

Os acordes da flauta

Agda Nascimento paralelamente à dança, começa a conhecer a música. Segundo a artista ela aprendeu a tocar flauta graças à sua irmã, pois a sua família conhecia o músico José Ronaldo que teve a brilhante ideia de ensinar música não só para o seu filho, mas também para as crianças do bairro e nesse momento convida Aurialayana Nascimento, irmã de Agda, para as aulas de música. “Ela aprendeu a tocar, todo santo dia, Asa Branca. E eu não aguentava mais, aí pedi para ela me ensinar a tocar, porque pelo menos eu ia entender o que era aquilo. Só que quando ela me ensinou eu comecei foi a gostar”, diz a artista. Agda se deu bem com a música e começou a avançar rapidamente, se destacando em relação aos outros alunos. E vendo o empenho dos alunos o professor apresenta a garotada ao projeto Música Para Todos, posteriormente traz o grupo de flauta para o bairro que foi intitulado “Renascença Para Todos”. Graças ao projeto os integrantes do grupo viajaram pelo Piauí e várias cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro (2010). Conheceram músicos referência na área como o Maestro João Carlos Martins e grupos como o Quinteto Sopro Novo Yamaha. “A música é algo presente e que mudou completamente a minha vida”, pontua. Segundo Agda, a música deu muitas oportunidades, não só de conhecer lugares diferentes como de conhecer profissionais que são suas referências.

“A música é algo presente que mudou completamente a minha vida e contribuiu para o que eu sou hoje. Eu sou completamente apaixonada pela flauta doce.” Agda Nascimento

A fonte das inspirações

O contato com os festivais e o movimento de apresentar fora da escola forçou a bailarina a pensar em dilatar as suas capacidades técnicas, dessa forma é que tanto Agda quanto o grupo Cordão começam a se cobrar mais enquanto bailarinos. Segundo a artista, a necessidade de explorar outras técnicas da dança foi o propulsor para conhecer outros estilos e profissionais, convidando-os para compartilhar os seus conhecimentos com o grupo. Dessas aulas e workshops foi que brotou na bailarina a paixão pelo balé clássico afeição substituída posteriormente pelo balé contemporâneo. Apesar escolha de uma identidade artística, Agda nunca deixou de estudar as outras modalidades de dança, pois sabe que é necessário ter um repertório amplo nas técnicas de dança. Com o resultado positivo do Grupo Cordão nos festivais a responsabilidade do grupo foi aumentando, as demandas de apresentações se intensificando e aos poucos o grupo foi se tornando um elemento principal entre os grupos de dança piauienses.

Como coreógrafa, Agda começou a dar aulas aos treze anos de idade aprendendo a desenvolver a sua metodologia observando o professor Roberto Freitas. E suas criações partem da improvisação, mas como proposta que será trabalhada até se tornar um roteiro e posteriormente uma coreografia e seus temas são bem ecléticos, viajam por muitos contextos.

A força do incentivo

Segundo Agda Nascimento, as suas referências no Cordão Grupo de Dança eram os bailarinos Larisse Montgomery e Rudson Plácido que ao se apresentarem despertavam na aluna o desejo de querer também dançar. Além disso, Agda demonstra profunda admiração e respeito pelo professor Roberto Freitas não só por ser a peça fundamental na sua formação, mas, sobretudo, pela insistência e crença no projeto, mesmo quanto tudo conspirou contra a continuidade do grupo. “Ele nunca desistiu de nenhum aluno, ele foi mais que um professor, foi um educador e um verdadeiro pai”, diz Agda. Roberto Freitas foi a pessoa responsável por muitas conquistas na dança, dentre elas a valorização da autoimagem, com trabalhos como a coreografia Mil Tons que enaltecia as raízes éticas do grupo. Além disso, graças à dança Agda foi representar o Piauí em na Europa, no Projeto Piauí Portugal com o Cordão Grupo de Dança a convite de Marta Vasconcelos. Agda Nascimento também revela como o projeto Música Para Todos possibilitou conhecer  lugares e profissionais renomados e altamente gabaritados, ela rememora o seu encontro com a mestre Cristal Veloso que recentemente enviou uma foto de uma carta sua escrita em 2008, fruto de um encontro promovido entre os alunos do Musica Para Todos e a profissional.

Foto: José Ailson Nascimento

Sempre apta para aprender

A bailarina Agda Nascimento conheceu as artes em diferentes níveis e situações, passou pela administração até a criação artística sempre mantendo a sua curiosidade pelo desconhecido. Obstinada, sempre disponível para aprender, a artista nunca deixou nada limitar a sua trajetória artística, até as técnicas menos encantadoras foram transformadas em conhecimento. Agda Nascimento se integrou ao Balé da Cidade de Teresina há um ano e de lá pra cá vem demonstrando como é possível conciliar a formação acadêmica com a sua profissão artística. Foi no Balé da Cidade de Teresina que Agda vivenciou e vivencia diversas experiências de apresentações, palestras e conversas que fortalece ainda mais o seu vínculo com a dança. Para a artista o Balé da Cidade de Teresina é  uma referência de trabalho em dança profissional e somente em 2018 ela foi selecionada para o quadro de bailarinos da cidade, e galgou um caminho que começou como estagiária até se tornar efetiva. Para a bailarina, é gratificante trabalhar na área da dança e perceber como a profissão e paixão faz toda a diferença. Já na música ela sonha um dia em participar de uma orquestra, além de atuar com mais frequência no cenário musical, pois para a flautista a música é indefinível, desperta sentimentos indecifráveis.

Contato

Instagram.com/agdayana_nascimento

Fotos

Vídeo

Outras fontes

https://www.portalodia.com/entretenimento/entretenimento/cordao-grupo-de-danca-fala-sobre-relacoes-prisoes-e-liberdade-343677.html

http://demo.pmt.pi.gov.br/semcom_antigo/noticia/Cordao-Grupo-de-Danca-e-um-dos-mais-premiados-em-Festival-de-Danca/16240

http://www.revistarevestres.com.br/novas/espetaculo-tress-inicia-temporada/

Última atualização: 30/10/2019

Caso queria sugerir alguma edição ou correção, envie e-mail para geleiatotal@gmail.com.

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