Projeto “Sob o Silêncio” une as danças urbanas ao estatuísmo

O bailarino, ator e coreógrafo Felipe Oliveira traz para a cena um projeto que dialoga dois universos distintos, porém com características que se aproximam. Uma das habilidades percebida na maioria dos trabalhos do artista é dialogar com linguagens e seguimentos artísticos diversos, nesse novo trabalho Felipe faz um hibridismo entre as Danças Urbanas e o Estatuísmo.

Segundo o artista, nesse primeiro momento ele apresenta o personagem através de um short movie de uma composição coreográfica com técnicas de danças Urbanas semelhante a algumas técnicas do estatuísmo, tudo isso acabou gerando um ensaio fotográfico com o fotógrafo João Guimarães.

” A inspiração veio de vários pontos, pois eu fiz um trabalho com a Silmara ano passado em Parnaíba e ela estava de estátua viva. Lá eu percebi muita semelhança com algumas técnicas de danças Urbanas, então fiquei afetado e quis experimentar. Quanto a estética do trabalho, eu já tinha umas ideias com relação a esse tema de boneco e resolvi concretizar nesse projeto”, comenta.

Felipe Oliveira complementa dizendo que a construção e preparação envolveu um trabalho focado em muitos exercícios de respiração para trabalhar o diagrama, inclusive com algumas sessões de meditações.

“Além da preparação Corporal a Silmara também me deu muita dica quanto a alimentação, a hidratação bem antes de qualquer performance e também quanto a marketing da obra.”

Construir esse trabalho artístico com as limitações da pandemia e isolamento social não foi tarefa fácil, Felipe Oliveira pontua que teve que refletir bastante sobre questões de logística, trabalhar muito na pré-produção e que ele mesmo teve que desenvolver boa parte das etapas, inclusive importando alguns itens do figurino que não estavam sendo vendidos em Teresina.

“O estatuísmo é a arte de ficar em pé nas praças, na rua, que chama de estátua viva… É uma arte de rua, surge no Brasil na década de noventa no eixo Rio-São Paulo. Eu me apaixonei, eu vi uma estatuísta chamada Tania Mujica em SP, na 25 de Março, eu já pesquisava antes. E quando tinha intervenção do público, quando tinha contribuição voluntária aquela estátua se mexia e eu ficava muito encantada, mas não sabia como desenvolver aquilo no meu corpo. Fui para SP, conheci a Tania, conversei com ela e quando voltei à Teresina, seguindo as dicas da Tania e de outros estatuístas que tive contato eu comecei a minha pesquisa”, comenta Silmara Silva.

Felipe Oliveira e Silmara Silva completam descrevendo o estatuísmo como a arte do silêncio, parafraseando Tania Mujica. E pontuam que esse silêncio não é estático, não é um adormecimento, e sim um um movimento interno que serve para aguçar todos os sentidos. O trabalho será apresentado também nas ruas com intervenções, além disso o artista pretende participar de festivais e conta que dessa pesquisa nasceu um Showcase e uma performance de estátua. A preparação psicofísica, assessoria de maquiagem e figurino do trabalho foi feita pela Silmara Silva que já trabalha há  muitos anos com teatro e 8 anos com o estatuísmo.

Ficha Técnica

Criação/Produção/Direção geral: Felipe Oliveira;
Preparação Corporal e técnica: Silmara Silva;
Produção Audiovisual: Vinícius Ly e Josivan Luzes
Direção de fotografia: Felipe Oliveira;
Criação de Figurino: Felipe Oliveira;
Confecção de Figurino: Figurino e Fantasia;
Maquiagem: Adriano Abreu;
Fotos: João Guimarães;
Colaboradora de mídias: Júlia Fernandes;
Identidade Visual: F.O Visual Productions.

Parte desse Projeto é financiado pela Lei Audir Blanc de Cultura através do prêmio Maria da Inglaterra, edital promovido pela @cultura.pi

Apoios: Espaço Trilhos, Memorial Esperança Garcia, MUVUCA THE e Figurino e Fantasia.

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