Zé da Flauta produz o primeiro álbum da Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo

Zé da Flauta esteve em Teresina produzindo o novo álbum da Banda “Caju Pinga Fogo” no Estúdio Jardim Elétrico e conta que nutre o desejo de produzir um disco só de pífano e, como um apaixonado pelo instrumento, ficou empolgado com a possibilidade de ver mais uma banda valorizando a cultura do pífano. Por isso aceitou prontamente o convite de Javé Montuchô para produzir o novo disco da banda “Caju Pinga Fogo”.

Instrumentista, flautista, compositor e produtor musical Zé da Flauta nasceu no ano de 1954 em Recife, PE. Começou a trabalhar na prefeitura em janeiro de 2001. Em 2003, assumiu o cargo de coordenador de Música da Secretaria de Cultura do Recife.

Iniciou a carreira artística nos anos 1970 na cidade de Recife, PE, tocando com músicos como Don Tronxo, Agrício Noia, Zé Ramalho, Lula Côrtes, Robertinho do Recife e Marconi Notaro Flaviola.

Em 1974, participou de trabalhos importantes como a gravação do LP de Zé Ramalho “Paêbirú”, lançou o LP “Caruá” com Paulo Rafael. E também participou do LP “Coração bobo”, de Alceu Valença. Já em 1975, participou do LP de Alceu Valença “Cinco sentidos” no qual tocou flauta em todas as faixas. Além de muitos outros trabalhos desenvolvidos, Zé da Flauta desde 1980 produz discos de artistas pernambucanos. Zé da Flauta chegou a se apresentar com a Banda de Pífanos Dois Irmãos no Central Park (1997).

“Eles são ousados, atrevidos e afoitos. E isso me anima”, diz Zé da Flauta.

O produtor explica que essas são as características essenciais para qualquer artista, que é o que dá a personalidade ao artista e por isso a “Caju Pinga Fogo” atraiu tanto, além, é claro, do potencial dos músicos envolvidos. Zé da Flauta frisa a importância do trabalho da banda para a preservação da cultura nordestina e, principalmente, por não ser uma banda raiz eles trazem outros elementos que fazem a experiência musical ter um tempero bem diferenciado, uma personalidade musical própria deles.

A banda “Caju Pinga Fogo” foi criada por seis amigos universitários e desde então começou a circular pela cidade conquistando rapidamente o gosto popular. A banda já participou de um projeto musical com apresentações em Floriano e Teresina em homenagem à cantora piauiense Maria da Inglaterra.

A Banda de Pífanos é formada pelos músicos Marcus Sousa (pífano e voz), Leo Mesquita (pífano e voz), Tauana Queiroz (zabumba e voz), Javé Montuchô (caixa e voz) e Rafaela Gomes (percussão, voz e dança) que, como eles mesmos dizem, celebram a cultura nordestina em
em suas diversas linguagens, música, dança, teatro, literatura.

E com esse tom descontraído e dançante que eles se preparam para o lançamento do seu primeiro álbum que, segundo Javé Montuchô, é fruto do Sistema de Incentivo Estadual à Cultura (SIEC) e já foi pensado com a proposta de chamar alguém com repercussão nacional como o Zé da Flauta.

“A gente já pensou em chamar uma pessoa que tivesse experiência. Aí o Maguim (Marcus Sousa) conheceu o Zé em um grupo de WhatsApp chamado “Pifeiros do Brasil” e me passou o contato dele. Já no primeiro contato o Zé aceitou nos produzir e nós ficamos muito felizes de trabalhar com um instrumentista com uma experiência imensa como a dele. E ele tem uma admiração e um carinho muito grande pelas bandas de pífano, pois elas são o berço da cultura nordestina. Por isso, nós o chamamos para nos produzir e ele topou”, comenta Javé Montuchô.

Javé Montuchô, caixa e voz da banda, conta também que o álbum foi definido para ter a cara da banda desde o início da formação que tem dois anos. Grande parte das composições são de autoria do Marcus Sousa, uma música do Leo Mesquita, uma música da Tauana Queiroz e uma do Mestre Manuel Messias da Escola de Samba Sambão.

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