África Portuguesa ( Paixão das Águas ), por Carlos Gramoza Vilarinho

Tem a paixão essas águas
Desse rio
De desabalada correnteza
De roldão levar para o insondável
Do tempo a esqualidez.
Na água doce
Na água salsa
A epifania
Monitora no mundo volúvel
Em exulceração, vasqueante…
Em ruas avenidas praças,
Veículos, passos, em tumultos…
Vozes das águas
Vozes chamarizes de outras vozes
Exurgidas:
A chama do meu peito
De negro quilombola,
Das periferias,
Das favelas,
No peito do operário
Da floresta
Do branco aderido mitigado
No peito do indígena
No peito da mulher
Do mst
Do mtst do Lgbt.
Intrínseca chama dessas vozes
E dessas águas afora…
Mas cerzidos intrépidos
Ver o norte procurando,
Sem preconcebidos pensamentos,
Raciais e sociais…
Num novo farol
Para à terra
Novos ventos soprando.

Sobre o autor:

Carlos Gramoza Vilarinho é natural de Boa Esperança, município de Amarante, Piaui.

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