Não queremos resistir, por Noé Filho

Hoje o Governo do Estado do Piauí emitiu mais um decreto proibindo completamente festas e eventos, principalmente os de pré-carnaval e carnaval. O que reduz drasticamente as possibilidades de trabalho de inúmeros operários da cultura.

As medidas são bastante prudentes, dado o cenário de explosão de casos e alto índice de ocupação nas UTIs (maioria de não vacinados, diga-se de passagem). É chover no molhado reafirmar que todes estaríamos numa situação bem melhor se o governo federal fizesse o mínimo. Mas cá estamos.

Nesse cenário, os governos (federal, estadual e municipal) deveriam oferecer alternativas para que os agentes da cultura possam sobreviver. O anúncio dessas medidas já deveria vir acompanhado de projetos de que amenizassem o impacto nos setores mais afetados.

Nunca foi fácil trabalhar com cultura. Não há glamour nenhum em estar sempre resistindo. Em ser resistência. Nós não queremos resistir. Nós queremos existir, agir, viver. E os poderes públicos e a sociedade civil devem olhar para a cultura com a dignidade que ela merece.

Afinal, quando tudo parece ruir, é para os artistas, para a cultura, para a arte que todes recorrem para se equilibrar.

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