Nesta segunda-feira, 29 de junho, a cantora e compositora piauiense Monise Borges estreia, em seu canal no YouTube, a experiência audiovisual completa do álbum Punaré, com direção geral de Noé Filho. Além da apresentação integral interpretada ao vivo, o público também poderá assistir aos videoclipes individuais de cada canção que compõe o trabalho.
Lançado em 2024, Punaré é o nono projeto musical solo da artista e nasceu da investigação de sua ancestralidade indígena. O título resgata o nome dado pelos povos originários ao atual Rio Parnaíba, antes da colonização.

“A gravação desse projeto audiovisual do álbum Punaré foi pra mim como uma visitação em que eu pude retornar a esse território vivo com outro olhar, outras intenções e reflexões. A reinterpretação dele a partir dessa escuta e percepção ampliada criou novos sentidos e abriu novos caminhos.”, afirma Monise Borges.
A obra também propõe uma reflexão sobre a memória do território. O Rio Punaré era o nome dado ao atual Rio Parnaíba pelos povos indígenas que habitavam esta região. O nome Parnaíba faz referência ao bandeirante Domingos Jorge Velho, natural de Santana de Parnaíba, personagem historicamente associado ao massacre de povos indígenas, à violência contra pessoas escravizadas e à destruição do Quilombo dos Palmares. Ao recuperar o nome Punaré, o projeto reafirma a importância da memória ancestral e da retomada de narrativas silenciadas.
O registro audiovisual reúne dez canções autorais: Minha Voz, Nem um Minuto a Menos, Tu é Força da Natureza, Somos Filhos da Terra, A Natureza Fala, Canção de Ninar, Sempre Foi Sangue, Corpo Território (em parceria com Jaísa Caldas), O Amor é Como um Rio e Cheiro de Casa, todas compostas por Monise Borges, com exceção de Corpo Território, assinada em parceria com Jaísa Caldas.

“Mais do que um cenário, este trabalho propõe uma experiência de reconexão com a terra, com os rios, com os saberes ancestrais e com as histórias que continuam vivas em cada território. Um convite para lembrar que toda paisagem carrega memória e que toda memória, quando encontra voz, também se transforma em presença”, destaca a cenógrafa do projeto, Josélia Neves.
Para Monise, este audiovisual encerra um ciclo e, ao mesmo tempo, abre novos caminhos criativos. O projeto é uma realização da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Piauí, com produção da Geleia Total e 1150 Produções, e apoio do Café Jardim Orquídeas e Trapos & Fiapos.

Ficha Técnica
Direção: Noé Filho
Assistente de direção: Alisson Carvalho
Roteiro: Monise Borges e Noé Filho
Direção de fotografia: Vini Luz e Ícaro Uther
Imagens: Vini Luz e Ícaro Uther
Edição: Ícaro Uther
Colorização: Ícaro Uther e Raynara de Castro
Finalização: 1150 Produções
Consultoria: Aliã Wamiri Guajajara
Cenografia: Josélia Neves
Produção executiva: Noé Filho
Assistentes de produção: Ajosé Fontinelle, Carol Moura, Wanderley Sousa, Agda Carla e Káritta Leal
Cobertura fotográfica: Raynara de Castro
Bastidores: Raynara de Castro
Locação: Café Jardim Orquídeas
Refeição: Maniva Comida da Terra
Direção musical: Cássio Carvalho e Monise Borges
Voz: Monise Borges
Voz em “Corpo Território”: Jaísa Caldas
Guitarra: Denison D’Johnson
Guitarra: Mário Araújo
Teclado: Cássio Carvalho
Baixo: Amadeu Alencar
Bateria: Iago Dayvison
Percussão: Júlio César (O Preto)
Trompete: Cleidiomar Nascimento
Captação de áudio: AudMus
Mixagem e masterização: Cássio Carvalho
Designer: Carla Souza
Ilustrações: Yacunã Tuxá
Estilista de Monise Borges: Flávia Rachael
Estilista da banda: Tipuá
Maquiagem: Flávia Rachael
Grafismos indígenas: Hayra Guajajara
Agradecimentos: Rosangela Santos, Nara Melo, Ariadne Chaves, Luiza Miranda, Aivlis Amorim, Igor Ganga, Marina Coêlho, Caio Negreiros e Mariana Oliveira.