A trinca é a próxima atração do meu bairro tem cultura

O Projeto Meu Bairro tem Cultura visa ser uma vitrine para promover a cultura local através da arte. É uma iniciativa cultural desenvolvida com a finalidade de promover talentos artísticos da periferia de Teresina  e democratizar o acesso à cultura.  No mês de junho,  O Meu Bairro Tem Cultura apresenta duas revelações da música piauiense através de transmissões ao vivo no Youtube.  No dia 4 de junho, o projeto trouxe como atração O Transtorno. A apresentação está disponível no canal do artista no Youtube artista:  https://youtu.be/3o_E40vUyH0

No dia 18 de junho, A Trinca ocupará o palco do Meu Bairro tem Cultura com participações de O Transtorno e Amanda Magalhães.  A Trinca é um projeto idealizado por três cabeças  da periferia de Teresina perseguidas pela vontade de externar muita coisa que precisa ser ouvida. Erick $om, Narcoliricista e Tipuá trazem uma introspecção triangular que se relaciona com a ancestralidade, vivência e poesia. A Trinca é um grupo de RAP versátil que trabalha com instrumentais variados como os de Trap, R&B e Boombap sem deixar de ser leal ao que acreditam, visando sempre passar uma visão de autonomia para o povo preto periférico, sendo um grupo fiel aos ideais da cultura Hip-Hop.

Em 2020, A Trinca lançou o EP “Pra Dar e Vender” com quatro faixas, sendo dois trap, R&B (rithm and blues) e um boombap. O EP  nasceu da ideia de desconstruir alguns estereótipos sobre a periferia e mostrar que existem muitas particularidades muitas vezes ignorada como as afetividades e sociabilidades presentes nesse espaço.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

DIA 18/06/2021

Atração: A Trinca @atrinca__ (Erick $om @eircksom__, Narcoliricista @narcoliricista, Preto Tipuá @____pta , DJ 15)

Participações

Transtorno  @otranstorno

Amanda Magalhães @_amandarauj0

Transmissão pelo Youtube:

TV Garrincha @tvgarrincha

https://www.youtube.com/c/tvgarrincha

A Trinca: https://youtube.com/channel/UCXqci8ZW-9U12Af9FCo2dTQ

Realização: Associação Piauiense de Apoio e Incentivo a ações e Estudos para o Desenvolvimento Sustentável – ASPAIEDES

Apoio: Trama Cultura, Entrecultura @Entrecultura

Projeto contemplado pelo Prêmio Maria da Inglaterra

CONHEÇA OS INTEGRANTES DO “A TRINCA”

*Adaptado de  https://www.geleiatotal.com.br/2020/04/06/lancamento-do-ep-pra-dar-e-vender/

NarcoLiricista

Ele é natural de  Teresina/PI, nasceu e cresceu na R21 (Zona Sul da capital) onde acumulou muitas vivências e desde cedo se envolveu com o Hip Hop. Depois de atuar na Narco Rap por 4 anos, o último trabalho intitulado OMUP – Oscilações Mentais de um Preto, consolidou sua carreira solo surpreendendo na produção musical da QuilomboLoucoBeats e na qualidade da música, aliada à art/capa e Animação de artistas piauienses.

A característica de Narcoliricista é a interação com o público durante o show, o artista prioriza. Suas músicas costumam contar vivências através das rimas, trazendo à tona a luta diária do povo da periferia, a luta que há tempos tem sido maquiada e fazendo ponte com toda essa galera, até mesmo como forma de fortalecimento.

Entre os sucessos do OMUP destaca-se a música Intro (Ruptura) que chegou até a final do 25° Chapadão com participação e arranjo especial de músicos da região. A música solo 1+1 também uma das mais conhecidas do artista, chegando na casa das mil visualizações no Youtube.

Preto Tipuá

João Victor, mais conhecido artisticamente como Preto Tipuá, tem 22 anos e é natural de  Amarante (PI).   No Hip Hop, apesar de conhecer a cultura desde 2003 por meio do seu primeiro padrasto, Franklin, que apresentou a obra Retrato da Favela (1984 – 2020), só começou a atuar na área no final de 2018 graças ao Movimento Dikebrada – MDK (Floriano – PI), o qual o João é um dos fundadores junto com Pekado.  No MDk, Preto Tipuá pode ajudar a levar o Hip Hop para as periferias de Floriano e foi lá – durante os eventos – que ele conseguiu espaço para cantar suas primeiras músicas de protesto.

Em 2020, o rapper lançou o EP “Autoestima Preta”,  trabalho solo que conta com a participação de algumas referências pessoais como a MC Carmen Kemoly. No final de abril de 2021, lançou o novo som, Djeliba, com participação de Amanda Magalhães,  que traz a  ancestralidade que o rege e permite a ele está sendo uma potência através da palavra.

 

Erick $om

Francisco Erick, mais conhecido como Erick $om, tem 18 anos, nasceu e se criou na vila mariana fortes, no bairro Dirceu 1. Foi no Coletivo de Hip Hop Princípio Ativo que ele teve o primeiro contato com a militância, mas foi no Coletivo Afronte! que ele pode fazer suas primeiras falas, abordando temas étnicos, raciais e sobre antiproibicionismo. Erick foi membro ativo da Companhia de Teatro Shangri-lá, na qual pode ampliar sua visão para um outro segmento da arte.

Foi andando pelas ruas da zona sudeste que ele teve base para construir seu EP “Colapso Interno”, que fala um pouco dele e de como ele assiste as coisas ao seu redor, além disso ele já participou de rodas de Slam construídas pelo Afronte!, já foi membro da  Máfia H17 (uma banca de rap da zona sudeste) e recentemente lançou um outro EP intitulado “Quarentena”, ambos os ep’s estão disponíveis em seu canal no Youtube.

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