O Coletivo Piauhy Estúdio das Artes abriu temporada de estreia, no Teatro João Paulo II, dias 17 e 18 de setembro de 2026, às 19 horas, e deu o que revelar. Estive no segundo dia, 18, para conferir os 16 anos de estradas trabalhadas e a 10ª montagem lançada a palcos e público.
Com direção de Adriano Abreu e Dramaturgia dele e do Coletivo, “Juízo Final” vem reiterando o Teatro, a forma e fórmula de praticar dramaticidades e elementar muito mais de 5 elementos, pois a tabela criativa inspira código de barras à assinatura de identidade de estética de confronto à recepção.

Tudo se equilibra desde a abertura, espetáculo de sonoridades que se harmonizam nas passagens sutis de ruídos limpos e sóbrios às falas que ganham o turno no enredo. Com Preparação Musical, Arnaldo Oliveira, e Direção Musical de Caio Leon Vieira, os sons e melódicos partiturizados à dramaticidade dão calor de brisa leve intensa, intertextualizando ancestralidades e afinidades de Elementais da natureza bem vestida.
O Elenco, Állex Cruz, Walba Soares, Silmara Silva (@silmarasilvapi), Ana Café e Maria Visgueira enumeram, em vezes de narrativas, também, falas cantadas e ou costuradas com musicalidades. Douram a espécie, embora não cantores e cantoras de perfil, doam-se aos cânticos atonados e elevam o discurso no possível técnico e passível modulado, com respirações concretas, livres e inteiras, sem atropelos ao diafragma.

A Preparação Corpóreo-Vocal, Silmara Silva denota o resultado que bem se vê. O Corpo fala com partitura definida e afunila melopeias contadas, ao eixo de paralelas a paradigma técnico de compor Corpo musicado e instrumentalizado à forja de tradição e ruptura do Teatro de origem ressignificado.
Os Textos acionados (Coletivo) e Trilha Sonora (A. Abreu) corporificam à atenção a ser encontrada na plateia e somam os dons, duplos, digressões variáveis ao mesmo eixo e defendem a temática que aproxima todas as estéticas empregadas. Racismo, Homofobia, Intolerância Religiosa e Violências e guerra amiudada de poderes e posse de regra e convenção se bifurcam no discurso, fugidio do panfletário, necessário a emprego de reflexão de sociedades, comportamento e juízo de valores em “Juízo Final”.
A Cenografia, de álbum seriado(Adriano Abreu e Avelar Amorim), sobre parede-stands afunilam definição limítrofe de campo Dramático, abrem pedagogia de ensino-aprendizagem à práxis estética de desenrolo das camadas do enredo. O(a)s intérpretes passam a página seriada, a avanço do julgamento das “diferenças” sociais, e dinamizam os tempos, deslocamentos e retomadas das personagens.

Os elementos de cena, carron (que funcionam, não só como instrumentais sonoros, mas bancos e base de elevação a plano de destaque) soam limpos. Arbusto Sagrado(Leonilson Pereira) que integra a plástica de identidade e mimetiza-se com o Sol e afins, a contextos de aldeia e prece, conota sarça integrante.
O Design de Luz (Kassyo Leal) converge calor a todo o mapa delineado e representativo contextual, destaca-se Figurinos (Aureni Oliveira [Figurino e Fantasia] e Silmara Silva), que não só dobram o peso de aplicação plástico-Dramática, transformam a segunda pele em poros liberados, vestindo bem o(a)s contadore(a)s de histórias, tatuam beleza de peças criativas e de identificações na paleta de cor e sinergia estéticas. A maquiagem, também por Silmara, conecta o fecho da peça de brilho.

A Direção geral (Adriano) e sua assistência (Silmara) dobram a cargo de Boa Esperança, trazem vibrações à Cena Piauís. O Corpus cênico revelado, na dramaturgia apresentada, sinergia foco, Corpo e Movimento articulados aos eventos sonoros e musicais, dosa fôlego de artistas não cantores, articulados-melódicos, na pauta musical audível e simples, porque o simples dá mais trabalho.
Os Diretores de-mostram resultados harmoniosos. O ruído, das máquinas de refrigeração do tmjp2, imperou certa falha na comunicação. Nossos ouvidos teriam melhor se acomodado, aos pianos e econômicos das falas expressadas, sem o ruído. O Ato falho não esteve nos facilitadores do objeto Dramático.

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Texto por: Maneco Nascimento
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