Lidia Martins

Quando o sentimento escorre pelo córrego da criatividade, assume formas variadas de se manifestar. Depende da arte, do olhar e do material escolhido para dar materialidade ao oceano de sentimentos que existe dentro de cada artista. Assim, por meio do desenho, Lidia Martins encontrou uma possibilidade de se expressar e de dialogar com o mundo. A artista visual é natural de Teresina e cresceu na cidade que deu muitas bases para a construção do seu fazer artístico. Estudou na Escola Popular Madre Maria Villac. Atualmente, é estudante do curso de Artes Visuais, na Universidade Federal do Piauí. A artista de dezenove anos está constantemente se redescobrindo e, nesse processo de descobertas, já vivenciou diversas experiências artísticas, como um estágio no Atelier Luciana Severo, gravou vídeos no YouTube no estilo vlog (2015) e trabalhou em uma estamparia artesanal de camisetas. Lidia Martins participou, também, de duas exposições: uma na 6ª edição da Feira do Conhecimento do Madre Maria Villac e outra no 16º Salão do Livro do Piauí. “Arte é tudo, arte é expressão. É você conseguir mostrar para os outros aquilo que tem dentro de você”, declara.

“Arte é tudo, arte é expressão. É você conseguir mostrar para os outros aquilo que tem dentro de você.” Lidia Martins

Nome Completo: Lidia Raquel de Sousa Silva

Descrição: Artista visual

Data de Nascimento: 30/11/1998

Local de Nascimento: Teresina-PI

 

Perfil escrito pela Geleia Total
Escrito por:
 Alisson Carvalho
Revisado por: Paulo Narley Pereira Cardoso

 

Primeiros traços

A arte é tão espontânea, que nasce sem explicação. Segundo Lidia Martins, sua paixão pela arte aconteceu da mesma forma, espontaneamente. Desde criança, ela rabiscava e os seus traços já chamavam a atenção da família, fazendo com que seus pais investissem no potencial da filha. Lidia Martins cresceu vendo a mãe costurando crochê e trabalhando com artesanato. Com o tempo, a artista começou também a reproduzir imagens, não por meio do crochê, e sim usando os desenhos. A admiração pelos desenhos e animes foram as primeiras inspirações da artista. Seus desenhos conquistaram rapidamente os colegas, fãs dos desenhos ilustrados. Batizada como Lidia Raquel de Sousa Silva, adotou o nome da avó que se queixava por nenhum dos netos ter o seu nome. Dessa forma, a artista decidiu adicionar o Martins ao seu nome artístico. Aos poucos, Lidia foi sendo reconhecida e se autoconhecendo como desenhista, estudando novas técnicas e buscando mais conhecimento sobre a arte.

Preparando o futuro

Lidia Martins era uma das poucas alunas dedicadas ao desenho e à pintura, sua paixão logo se tornou meta de vida. A artista conta que as escolas estão preparando os alunos cada vez mais para as profissões que têm respaldo e status mais elevados na sociedade, consequentemente, as profissões voltadas para as artes são praticamente ignoradas. Por conta disso, ela teve que se esforçar para buscar conhecimentos sobre as artes fora da sala de aula. Nessa busca pela profissionalização, Lidia Martins foi atrás de um estudante do curso de Artes Visuais da UFPI, Railson (@sr.cronos), e colheu todas as informações necessárias para se preparar, não só para o vestibular como para o teste de aptidão em Artes Visuais. O esforço de Lidia Martins deu certo, ela conseguiu ingressar no curso dos sonhos e começou a descobrir um outro universo, não só relacionado ao conhecimento acadêmico, mas com as diversas técnicas e linguagens aprendidas no contato e diálogo com outros profissionais das artes.

Lidhia Sem H

O ingresso na universidade foi basilar na vida de Lidia Martins, pois as possibilidades e perspectivas mudaram, a quantidade de informação e conhecimentos multidisciplinares adquiridos é enorme. Por isso, Lidia comenta que é normal se sentir chacoalhada, com tudo conturbado e dúbio; afinal, a nova experiência permitiu a artista perceber e receber influências de várias pessoas. No curso, você convive com pessoas diversas e compartilha com todo tipo de artista, são muitas cabeças dialogando e criando sínteses. Dessa forma, é quase impossível não se reinventar. A universidade está sendo esse lugar de trocas, que têm gerado uma revolução no pensamento e no fazer artístico de Lidia. Além disso, é conversando com os artistas mais experientes que ela estuda e avalia o mercado da arte no Piauí.

“A arte é libertação, pois é como se o desenho que eu fizesse tirasse de dentro de mim algo que está acontecendo.” Lidia Martins

Um processo de descobertas

Descobrir-se artisticamente não acontece da noite para o dia, é um processo de descoberta que pode nunca ser concluído, pois desenhar e pintar é expressar subjetividades, e o ser humano está em constante transformação, segundo Lidia Martins. Dessa forma, a artista nunca se fixou num só estilo. Para se encontrar, ela vai experimentando tudo que é possível dentro das artes, passando pelos mais variados materiais e técnicas. Foi na universidade que Lidia conheceu as possibilidades da e na arte. Assim como sua autodescoberta, a artista conta que o seu processo artístico é bem espontâneo, a inspiração é uma terra sem lei, que pode ou não explodir a qualquer momento, e o artista tem que estar preparado para perceber o que está nascendo ou que irá nascer como arte. “Somos uma mistura de coisas que, no final, a gente não sabe o que é exatamente”, pontua Lidia Martins.

Atelier da sem H

Lidia Martins conheceu a botânica no Ensino Médio e passou a se afeiçoar pela disciplina. Logo, começou a levar isso para as artes e misturar com as suas criações. Além do tracejar das plantas e flores, a artista desenha obras com cores fortes, geralmente, usando o nanquim e, por isso, tendendo para as cores mais frias e escuras. Para Lidia, a maioria dos sentimentos negativos a inspiram e o produto, quase sempre, são desenhos sem tanta luz ou figuras humanoides sem face ou identificação, pois cada pessoa tem um universo contido em si. “A arte é libertação, pois é como se o desenho que eu fizesse tirasse de dentro de mim algo que está acontecendo”, destaca. Das inúmeras influências que foram transformando o olhar da artista ou inspirando para seguir no caminho das artes, Lidia Martins destaca os artistas Jabu, Panzé, Raí e a professora Pollyanna Jericó. “Com as coisas que eu faço, eu pretendo mostrar para os outros que eles não estão sós com seus sentimentos. E que as pessoas não desistam dos seus sonhos e que elas façam sempre o seu melhor com o que tiver em mãos, porque se você continuar fazendo o seu melhor alguém irá reconhecer aquilo”, crava Lidia Martins.

Redescobrindo-se nas artes

Lidia Martins foi descobrindo nos traços uma forma de expressão e, aos poucos, identificou no negrume do nanquim o caminho para materializar todo o seu potencial criativo. A sua busca constante pela identidade artística faz dela uma pesquisadora de estilos e materiais variados. A arte, que é um mecanismo de libertação das as inquietações de Lidia, transformou-se em algo presente no seu dia a dia e um meio para equilibrar as suas emoções. É transformando o caos interno em arte que ela tenta mostrar ser possível ressignificar a própria realidade. Lidia Martins tenta brincar com o real, com o imaginário e demonstra que é possível superar as dificuldades, concretizar sonhos. Trabalhar com o que se gosta é realizar-se profissionalmente.

Contatos

https://www.facebook.com/lidhia.martins

https://www.instagram.com/ateliedasemh/

lidhiaraquel@gmail.com

Fotos 

Exposições

6ª edição da Feira do Conhecimento do Madre Maria Villac

16º Salão do Livro do Piauí

Outras fontes

 

Última atualização: 11/07/2018

Caso queria sugerir alguma edição ou correção, envie e-mail para geleiatotal@gmail.com.

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